20 canais no YouTube e mais de 17 milhões de assinantes. O que podemos aprender com a Condé Nast?

Atualizado: 23 de Abr de 2019



O portfólio da Condé Nast contém mais de 20 títulos - de revistas tradicionais, como a “The New Yorker”, “Vogue”, “GQ” e “Vanity Fair” a influentes publicações digitais, como a “Pitchfork”.


Existe um enorme potencial em construir narrativas apoiadas em histórias de alta qualidade. Contando-as de modo apropriado, obtemos resultados que vão além de nossas expectativas, se tornando altamente eficazes. Não por acaso, pessoas buscam cada vez estabelecer uma conexão profunda com estas histórias, que as envolvam e que agreguem algo significativo para suas vidas. O papel de marcas e profissionais é descobrir como contá-las.


Como podemos nos inspirar nas estratégias da Condé Nast para trazer para o mercado de arquitetura e interiores ações semelhantes, de grande resultado?


A empresa começou a investir substancialmente na produção de conteúdo em vídeo digital em 2013 e, graças a uma estratégia rica em insights, está obtendo expressivos resultados. Através de 20 canais do YouTube, a empresa de mídia possui atualmente mais de 17 milhões de assinantes e recebe mais de 1 milhão de visualizações novas a cada mês.


As estratégias de vídeo podem ajudar a impulsionar ainda mais o segmento de arquitetura e interiores - acompanhando o crescente interesse pelo mercado e áreas relacionadas em diferentes plataformas digitais.


Porque o conteúdo em vídeo gera tanto interesse?


O mercado de arquitetura e interiores passa pelos estágios finais de uma mudança gradativa na comunicação: plataformas digitais assumindo uma posição de protagonismo na divulgação de conceitos, obras e oportunidades. O desenvolvimento do meio abre espaço para uma enorme pluralidade de expressões, em que o vídeo assume papel de grande destaque.


Há uma produção de conteúdo em vídeo sem precedentes por todo o mundo. Além de apresentar um material de alta qualidade, como marcas e profissionais podem se destacar com seus vídeos?


Toda vez que alguém assiste a um vídeo, esse ato representa algo mais profundo, uma decisão sobre como gastar seu tempo. Se não está claro de imediato qual o assunto do vídeo - se atende assuntos diversos ou nada em particular - você está desencorajando seu público a optar por acompanhar seu conteúdo.


Outro detalhe importante, é a narrativa construída através do vídeo. As pessoas possuem uma verdadeira aversão à publicidade e ao marketing explícitos. Então a maneira mais eficaz de envolver estas pessoas é por meio de contextos que possuam significado para elas, histórias capazes de reter a atenção e impulsioná-las a compartilhar o seu conteúdo.


Em geral, as pessoas demoram frações de segundos para tomarem a decisão sobre escolher um conteúdo - conseguir retê-las é necessário, concentrando-se na clareza da mensagem logo no inicio. O conceito do vídeo deve ser claro e direto. Em seguida, sua "embalagem", que inclui o título e a miniatura, devem tornar óbvio para o espectador o assunto do vídeo, o que ele pode oferecer e por que ele vale um tempo valioso de suas vidas.


As pessoas frequentemente questionam se o vídeo online pode ser considerado "conteúdo premium". Pode?


Definitivamente sim. O YouTube pode ter sido conhecido como uma plataforma para vídeos para um segmento mais jovem no início, mas agora tem uma enorme biblioteca, de conteúdo rico e com expectadores cada vez mais qualificados.


É um espaço digital que está amadurecendo. As pessoas buscam algo mais profundo e inteligente. Assim podemos observar um aumento significativo de vídeos com maior profundidade narrativa, conceitos instigantes e outros componentes que permitem envolver um número cada vez mais expressivo de pessoas.


Histórias incríveis acontecem constantemente pelo mundo e muitas pessoas buscam a oportunidade de conhecê-las. Não existe nada melhor do que o vídeo para isso!


Um ótimo exemplo é a série Chef's Table da Netflix, amplamente premiada, precedida por um contexto absolutamente incrível e uma execução arrebatadora, um verdadeiro exponencial de amplitude quando pensamos em audiência. São historias de chef's pelo mundo que de alguma forma estão trazendo significativas transformações na gastronomia e na economia que envolve todo esse mercado.


E por que não podemos pensar o mesmo para a arquitetura? Quantos arquitetos anônimos espalhados pelo mundo podem estar contribuindo para assuntos sociais, sustentabilidade, desenvolvimento humano e econômico, que ainda não conhecemos? Como seria incrível contar cada uma dessas histórias, de potenciais marcas e profissionais engajados nesta filosofia.


A tela que mais cresce no YouTube é a tela da TV. E hoje, essa é a maior oportunidade para marcas e profissionais.


O trabalho de qualquer vídeo é fazer com que o espectador se envolva com o conteúdo. Então é preciso ser um experiente contador de histórias, compartilhar conteúdos verdadeiros, capazes de impactar uma audiência.


As pessoas estão em busca de uma enorme diversidade de conteúdos, do entretenimento à informação, para ajudá-las em uma tomada de decisão.


O YouTube já é o segundo maior buscador do mundo, todos os dias milhares de pessoas utilizam a plataforma para ajudá-las a tomar decisões sobre a escolha de produtos ou serviços.

Em relação a compreender seu público, a Condé Nast está na ponta, com sua atenção voltada para os insights fornecidos pelas mídias digitais, que são capazes de aprimorar estratégias de comunicação, produzindo conteúdos em vídeo ainda mais eficientes.


No Brasil, o mercado de arquitetura e interiores vive uma forte mudança nos modelos tradicionais de comunicação. Mídias e profissionais estão precisando reinventar-se rapidamente, ou correm o sério risco de ficar para trás e ver seu negócio sucumbir.


A forma como consumimos conteúdo mudou, com ainda mais transformações por vir. Porém, temos hoje indicativos mais que suficientes para compreender o rumo que a comunicação está tomando.


Adaptar-se a esse novo modelo é necessário e fundamental, para que marcas e profissionais continuem a estabelecer-se no presente e no futuro.


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